Demóstenes Torres nega irregularidade em relação com Carlos Cachoeira
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) negou ter cometido qualquer irregularidade em suas relações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, conhecido, segundo a imprensa, por explorar caça-níqueis. O senador informou em Plenário, nesta terça-feira (6), que não é investigado pela prática de nenhum ilícito e exigiu investigação sobre si mesmo. No último fim de semana, matérias jornalísticas apontaram amizade entre o senador e Cachoeira, que foi preso na operação Monte Castelo, da Polícia Federal.
De acordo com Demóstenes, suas relações com o acusado são pessoais, de amizade, e não há nada que prove qualquer atitude ilegal nas ligações telefônicas trocadas entre eles, que foram vazadas pela imprensa.
Segundo o senador, o fruto das apurações da Operação Monte Carlo, que desarticulou quadrilha que explorava máquinas de caça-níquel em quatro estados e no Distrito Federal, deveria ter guardado discrição, ainda mais em relação a alguém que não é investigado nem acusado. Demóstenes ressaltou que a investigação já está encerrada e não se chegou a seu nome, já que não há nada que o incrimine e ele não era alvo.
Amizade
Demóstenes Torres afirmou ter relação de amizade com Carlos Augusto Ramos, empresário, que atuou legalmente em algumas modalidades de jogos e frequentava a alta sociedade goiana. As ligações telefônicas monitoradas na operação para investigar Cachoeira, disse o senador, são de conversas triviais e tiveram sua frequência ampliada durante o período em que o parlamentar e sua mulher envolveram-se numa questão pessoal da amiga dela, casada com o acusado.
- O contato pessoal, ainda que frequente, não significa participação em seus afazeres ocultos, muito menos aprová-los quando eles vierem à luz. Nesta Casa, sempre me opus ao jogo, votando contra todas as iniciativas de legalizá-lo. Portanto, atuei às claras no combate às causas costumeiramente tratadas nos subterrâneos – disse o senador.
Demóstenes também confirmou ter recebido de Carlos Cachoeira um conjunto de fogão e geladeira como presente de casamento, ocorrido em 2011. Mas disse nunca ter perguntado o valor do presente – até por uma questão de educação. Ag. Senado.
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